Virou porque resistiu, caiu, se reinventou — e entendeu o turista antes de todo mundo.
A história começa lá em 1657, com as primeiras uvas plantadas na região serrana. Passa pela filoxera, que freou o avanço das uvas europeias, ganha novo fôlego com a imigração italiana no fim do século 19 e chega aos anos 2000 com uma virada decisiva: voltar às castas europeias, agora com técnica, sanidade e leitura real do território.
O Cabernet Franc 2014 deixou o recado claro:
o problema nunca foi o solo.
Foi entender o clima, a água, o manejo.
E o salto mais inteligente veio fora da taça.
Quando ficou claro que o turista não vinha só pelo vinho, mas pela experiência, tudo mudou. Uma lanchonete nos anos 80 virou o embrião de um roteiro que hoje soma mais de 50 empreendimentos, conecta gastronomia, enoturismo e desenvolvimento local.
Vinho é cultura, é território, é gente.
E São Roque prova isso há séculos.
